SEMINÁRIO INTERNACIONAL MULHERES NEGRAS E QUILOMBOLAS NAS CIÊNCIAS: DIÁLOGOS ENTRE BRASIL, ÁFRICA E CARIBE – ETAPA BELÉM/AMAZÔNIA
SEMINÁRIO INTERNACIONAL MULHERES NEGRAS E QUILOMBOLAS NAS CIÊNCIAS: DIÁLOGOS ENTRE BRASIL, ÁFRICA E CARIBE – ETAPA BELÉM/AMAZÔNIA
SEMINÁRIO INTERNACIONAL MULHERES NEGRAS E QUILOMBOLAS NAS CIÊNCIAS: DIÁLOGOS ENTRE BRASIL, ÁFRICA E CARIBE – ETAPA BELÉM/AMAZÔNIA (27 a 30/04/ 2026)
O Seminário Internacional Mulheres Negras e Quilombolas na Ciência: diálogos entre Brasil, África e Caribe, em sua etapa Belém/Amazônia, organiza-se em torno do eixo Mulheres Negras, Quilombolas, Africanas e Caribenhas nas Ciências, articulando pesquisa, formação e incidência política no campo da equidade racial e de gênero nas ciências.
Integrada ao projeto Mulheres Quilombolas nas Ciências: políticas de permanência e produção de subjetividades, coordenado pela Profa. Dra. Dolores Galindo (UFCG), financiado por edital do CNPq (Edital Universal 10/2023; Auxílio: 2751/2025). A iniciativa é desenvolvida no âmbito da Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal, que abrange a Incubadora Social Feminista Antirracista (saiba mais) e o Observatório (saiba mais), ambos vinculados ao INCT Caleidoscópio (Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas múltiplas insurgências), com coordenação do Grupo de Pesquisa “Ateliê: psicologias, feminismos e contracolonialidades” , sediado no Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFCG (PPGPSi-UFCG).
Esta edição, etapa Belém/Amazônia, é organizada pela Profa. Dra. Flávia Cristina Silveira Lemos (UFPA), via Grupo de Pesquisa Transversalizando, vinculado ao PPGP - Programa de Pós-Graduação em Psicologia- PPGP-UFPA-, em colaboração com o Grupo de Pesquisa Ateliê - Psicologias, Feminismos e Contracolonialidades (UFCG), coordenado pela Profa. Dra. Dolores Galindo. O evento reúne pesquisadoras, estudantes, lideranças quilombolas e representantes institucionais para refletir sobre as condições de acesso, permanência e produção de conhecimento no ensino superior brasileiro, contando ainda com a parceria do PPGNEIM - Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da UFBA.
A etapa Belém/Amazônia reafirma o compromisso com a construção de redes inter-regionais e internacionais, promovendo o diálogo entre Brasil, África e Haiti, e situando a Amazônia como território estratégico para pensar ciência, território e justiça social. Ao articular diferentes contextos e experiências, o evento amplia as possibilidades de circulação de saberes e de construção coletiva de respostas às desigualdades estruturais.
O evento dá continuidade à sua primeira edição, realizada em Campina Grande (saiba mais), em dezembro de 2025, ampliando sua escala territorial e aprofundando a construção de uma rede inter-regional e internacional de pesquisadoras, estudantes e lideranças comprometidas com a valorização das epistemologias negras e quilombolas.
A realização da etapa Belém/Amazônia, na Universidade Federal do Pará, destaca o papel estratégico da região amazônica na produção de conhecimento situado, na articulação entre ciência, território e modos de vida, e no fortalecimento de redes acadêmicas e comunitárias comprometidas com a justiça social e racial. Ao sediar o seminário, a UFPA consolida-se como espaço fundamental para o diálogo entre universidade, populações tradicionais e agendas contemporâneas de equidade. Trata-se de considerar os mecanismos institucionais, como bolsas e políticas afirmativas, mas também os processos cotidianos que atravessam a experiência acadêmica, incluindo o racismo institucional, o isolamento epistêmico e a deslegitimação de saberes não hegemônicos.
Nesse contexto, a produção de subjetividades emerge como eixo fundamental. As trajetórias de mulheres negras, quilombolas, africanas e caribenhas nas ciências são atravessadas por disputas, resistências e reinvenções, que desafiam e reconfiguram os modos de produção do conhecimento científico. Como tecnologia social, o seminário também constitui espaço de apresentação de resultados parciais, troca de experiências e formulação de estratégias voltadas à permanência de mulheres quilombolas na universidade e na pós-graduação. Nesse sentido, contribui para o fortalecimento de políticas públicas e institucionais comprometidas com a equidade racial, a justiça social e a pluralidade epistemológica.
Gratuidade e Certificação
O evento é totalmente gratuito e aberto a toda a comunidade acadêmica e sociedade civil. As atividades ocorrerão em formato híbrido, com participação presencial no Auditório do IEMCI-UFPA e transmissão virtual pelos canais oficiais do projeto.
As pessoas participantes que realizarem a inscrição prévia e registrarem frequência mínima ( presença 75%) nas mesas e painéis terão direito à certificação oficial com carga horária total de 30 horas.
SERVIÇO
Evento: Seminário Internacional Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências – Etapa Belém/Amazônia
Data: 27 a 30 de abril de 2026
Local: Auditório do IEMCI-UFPA (Belém/PA)
Transmissão ao vivo: Link do canal do YouTube do INCT Caleidoscópio (acesse)
Inscrições e informações gerais do evento
Link completo
Canais oficiais
Site INCT Caleidoscópio : caleidoscopio.unb.br
Site Incubadora: https://www.incubadoracaleidoscopio.ufcg.edu.br/
Instagram: @inctcaleidoscopio
Instagram: Transversalizando
E-mail do evento: seminariomulheresnegras2026@gmail.com
Local: Auditório do IEMCI-UFPA
PROGRAMAÇÃO
27 de Abril de 2026, às 08h00 – Auditório do IEMCI-UFPA
MANHÃ 08h00 às 09h00 – Abertura
08h00 às 08h30 - Apresentação cultural quilombola de carimbó e samba de cacete.
08h30 às 10h00 - Mesa Institucional de abertura (Composta por Reitorias da UFPA e UFCG, Ministério da Igualdade Racial, Pró-Reitorias de Pesquisa, Graduação, Extensão, Internacionalização e Assistência Estudantil, ONU Mulheres, Movimentos de Mulheres Negras e Associações Estudantis).
10h00 às 12h00 – Painel 1
Vozes territorializadas sobre permanência nas universidades: diálogos para cooperação internacional Sul-Sul e Caribe.
TARDE
14h15 às 15h15 – Mesa-redonda
Cooperação Internacional territorializada para acesso e permanência de mulheres negras, quilombolas, africanas e caribenhas nas universidades.
15h30 às 16h30 – Painel 2
Justiça Climática e Proteção Socioambiental para Povos Quilombolas: um diálogo com lideranças no Pará.
16h40 às 17h40 – Painel 3
Projeto Mulheres Quilombolas nas Ciências: rede de pesquisa (Edital Universal CNPq).
NOITE
18h00 às 19h30 – Painel 4
Lançamento de Tecnologias Sociais de Pertencimento e apoio às trajetórias de mulheres quilombolas nas ciências.
20h00- Atividade Cultural | 20h30 Encerramento.
28 de Abril de 2026
MANHÃ
08h00 às 09h30 – Mesa: Políticas de Ações afirmativas, Currículo e promoção da diversidade na Amazônia.
09h30 às 10h45 – Mesa-redonda: Vozes territorializadas, dispositivos de educação antirracista e políticas de saúde.
11h00 as 12h00 – Mesa Redonda: Saúde Mental Coletiva e Luta por uma Educação Antirracista.
TARDE
14h00 às 15h10 – Mesa: Pedagogias decoloniais e estratégias de pesquisas horizontais.
15h10 às 16h20 – Mesa: Música, dança, cosmovisões adrodiaspóricas e afroindígenas.
16h30 às 17h30 – Mesa-redonda: Artes de autorias negras e imaginários afrodiaspóricos.
17h30 às 18h45 – Mesa: Epistemologias silenciadas no ensino de filosofia.
29 de Abril de 2026
MANHÃ
08h00 às 09h30 – Mesa: Circulação dos saberes locais, territorialidades das águas e ancestralidades.
TARDE
14h00 às 15h00 – Mesa: Enfrentamento ao racismo religioso, ambiental e recreativo.
15h30 às 18h30 – Mesa Final: Produção de Documento Final com encaminhamentos e Recomendações.
18h30 às 19h00 – Mesa de Encerramento e apresentação cultural.
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