O conceito de oralituras, formulado por Leda Martins, orienta a compreensão do registro de entrevistas e da produção de tecnologias sociais como práticas que excedem a dicotomia entre oralidade e escrita, reconhecendo a centralidade da memória, da performance e da ancestralidade na produção de conhecimento. Trata-se de um regime epistemológico comprometido com a justiça epistêmica, a proteção de saberes tradicionais e a responsabilidade ética na difusão pública de narrativas orais.
Este acervo oral deriva do projeto de extensão “Oralituras como Tecnologias de Registro de Tecnologias Sociais”, desenvolvido na Universidade Federal de Campina Grande, no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Caleidoscópio (INCT Caleidoscópio), e do projeto de pesquisa “Mulheres Quilombolas nas Ciências: políticas de permanência e produção de subjetividades”, com financiamento via Edital Universal do CNPq.
A política de composição e disponibilização de entrevistas no acervo observa os seguintes princípios:
Cessão
Todas as participantes autorizaram a gravação, o armazenamento e a divulgação dos materiais, podendo revogar o consentimento ou Cessão a qualquer tempo. Assim, os dados pessoais são utilizados exclusivamente para fins acadêmicos, científicos, educativos e de memória social, evitando coleta excessiva de informações sensíveis.
Salvaguarda de conhecimentos tradicionais e quilombolas
Os saberes compartilhados não são passíveis de apropriação indevida, exploração comercial ou uso descontextualizado, respeitando seu caráter coletivo, territorial e ancestral.
Direitos coletivos quilombolas
O acervo reconhece que os conhecimentos produzidos se vinculam aos modos de vida e comunidades quilombolas que devem ser respeitados em sua autonomia e autodeterminação coletiva.